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ADHa gestos que não cabem na pressa, nascem devagar.
Começa na escolha do livro na estante como quem escolhe sementes.
No papel de carta, na escrita à mão.
Pensei em quem vai encontrar esse livro — sem saber quem é.
Mas desejando, profundamente, que ao abrir, sinta um pouco o mesmo aconchego que um dia eu senti.
Não é só doar. É preparar a mensagem.
A embalagem.
Os lugares com afeto.
Ah… os lugares.
Não foram aleatórios.
São pedaços de mim na cidade.
Cantos em que sou tocada pela vida e agora deixo livros como quem devolve ao mundo um pouco do que recebeu.
Esse movimento da biblioterapia lembra que a literatura não nasce para ficar parada.
História boa é história que circula.
Que encontra novos olhos.
Que abraça novos silêncios.
Talvez eu nunca saiba quem encontrou.
Talvez ninguém me escreva de volta.
E tudo bem.
Espalhar livros é um ato de humanidade.
Um sopro de cuidado num mundo apressado.
Um jeito de dizer, mesmo sem nome:
“eu pensei em você.”
Que as histórias não parem.
Que elas voem.
E que, em algum lugar, continuem abraçando alguém.
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