
5.7M
RATentar salvar todo mundo cobra um preço alto: aos poucos, você vai se deixando para trás.
Tentam resgatar os pais, o parceiro, o irmão, o amigo em sofrimento, alguém sempre em crise.
Não apenas por amor, mas porque, em algum momento, aprenderam que seu valor estava em ser úteis, necessárias, indispensáveis.
Quando o afeto veio acompanhado de responsabilidade, cuidado excessivo ou sacrifício, a mente cria uma associação silenciosa: para merecer um lugar na vida de alguém, é preciso consertar, sustentar, suportar.
Assim, ajudar deixa de ser escolha e vira prova de valor.
Algumas relações dão errado. Às vezes existe entrega demais de um lado e pouca ou nenhuma correspondência do outro.
Isso não define quem você é, nem o quanto você vale. Ninguém merece menos amor por amar demais.
O problema é que nem toda pessoa quer mudar.
Algumas estão exatamente onde conseguem estar. Insistir em salvá-las não cura ninguém, apenas faz com que você se abandone no processo.
Cuidar do outro não pode significar perder a si mesma.
Amor saudável não exige resgate, culpa ou exaustão emocional.
Seu valor não está no quanto você suporta, mas no quanto você se respeita.
Sair do papel de salvadora não é egoísmo.
É um movimento de consciência, de maturidade emocional, e de reconhecimento de que você também merece cuidado, presença e reciprocidade.
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@raquelbeloterapeuta










