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DE“O Sol pediu a Lua em casamento.”
Disse que já a amava há muito tempo.
Desde antes da história existir.
Desde quando a Terra ainda era jovem
e o mundo nem sabia o que era amor.
O Sol dizia que sempre a observou no céu.
Que sempre sentiu algo inexplicável quando ela aparecia.
Mas a Lua estranhou.
Como confiar em uma bola de fogo
que chega dizendo que ama desde outras eras?
Então ela respondeu:
“Meu coração não pertence a ninguém.
Sou a inspiração dos amantes,
dos poetas
e dos sonhos.”
O Sol insistiu.
Porque algumas conexões
não começam nesta vida.
Elas apenas se reconhecem.
Mas a Lua, olhando para dentro de si, disse:
“Não sei…
me dá um tempo.”
Porque às vezes o amor chega
antes da alma estar pronta para entendê-lo.
E no céu, até hoje,
Sol e Lua continuam dançando em seus próprios ciclos.
Às vezes parecem distantes.
Às vezes parecem opostos.
Mas, na verdade,
eles nunca deixaram de pertencer ao mesmo céu.
Porque no universo existe uma lei silenciosa:
não existe separação na frequência.
O que vibra na mesma essência
sempre encontra um caminho
de continuar existindo junto.
@despertar__do_amor_










